Da Alemanha para o mundo: a história épica do Megaherz
Formado em Munique em 1993, o Megaherz surgiu como uma das bandas pioneiras do Neue Deutsche Härte (NDH) — o mesmo movimento que, anos depois, levaria grupos como Rammstein, Oomph! e Eisbrecher ao cenário mundial. Desde o início, o Megaherz se destacou por unir guitarras pesadas, sintetizadores industriais, estética sombria e letras profundas, muitas vezes carregadas de crítica social, melancolia e metáforas impactantes.
Seu primeiro grande impacto veio com o álbum Wer bist du? (1997), que colocou a banda no radar do rock alemão. Mas foi com Kopfschuss (1998), especialmente a faixa "Freiflug", que Megaherz conquistou status de fenômeno alternativo — uma música que se tornou símbolo da era industrial alemã dos anos 90.
Com mudanças de formação e reinvenções constantes, o grupo continuou crescendo. A entrada do vocalista Lex Wohnhaas, em 2012, marcou uma nova fase épica: mais pesada, mais melódica e com identidade visual ainda mais cinematográfica.
A Evolução Sonora: do industrial cru ao metal épico
O Megaherz passou por diferentes eras, mas sempre manteve seu DNA:
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Industrial agressivo dos primeiros álbuns
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Influência gótica e eletrônica no início dos anos 2000
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Metal moderno, melódico e poderoso após 2010
Essa evolução sonora permitiu que a banda se mantivesse relevante em um cenário cada vez mais competitivo, conquistando fãs no mundo inteiro.
Nos últimos anos, álbuns como Zombieland (2014), Komet (2018) e In Teufels Namen (2023) reforçaram o peso e a profundidade poética do grupo, elevando Megaherz ao patamar de uma das principais forças da NDH atual.
Curiosidades que tornam o Megaherz único
1. As letras são repletas de metáforas sombrias
Megaherz usa simbolismos fortes, abordando temas como dualidade humana, conflitos internos, religião, política e crítica social.
2. O nome "Megaherz" é um trocadilho
Além de fazer referência ao termo técnico megahertz (MHz), o nome também brinca com “Mega-Herz” — ou “Mega Coração” — reforçando a combinação de força e emoção.
3. Eles influenciaram toda uma geração da NDH
Antes de Rammstein estourar mundialmente, Megaherz já experimentava o estilo pesado com vocais em alemão e estética sombria.
4. A banda já teve 4 vocalistas principais
Cada era trouxe um estilo diferente, tornando a discografia extremamente diversificada.
5. O visual cinematográfico é marca registrada
Maquiagem, figurinos sombrios, cenários industriais e uma estética quase teatral estão presentes nos videoclipes e shows.
O legado do Megaherz no metal industrial
Hoje, o Megaherz é reconhecido como uma das bandas mais essenciais da Neue Deutsche Härte, mantendo viva a chama industrial que começou nos anos 90 e evoluiu para novos horizontes.
Com álbuns cada vez mais fortes, turnês internacionais e uma identidade sonora que mistura brutalidade, emoção e atmosfera épica, o Megaherz continua a conquistar gerações — provando que o metal alemão é muito mais do que peso: é arte, intensidade e espírito inquebrável.

